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Você sofre da Síndrome de Estocolmo Digital?

Defesa da própria liberdade é uma opção dos usuários, mas governos devem manter vigilância às ameaças da privacidade
15/08/2013 19:15
Será que temos de abrir mão da própria liberdade para garantir um sentimento de proteção? A questão foi discutida, no último dia do Consegi, durante o debate “Segurança Cibernética”, uma das mais concorridas do evento. Para os integrantes da atividade, há um consenso de que os cuidados para se garantir a integridade dos dados não podem depender apenas do governo. A solução passa por uma mudança de paradigma que também deve envolver os usuários, verdadeiros produtores e consumidores de informações do mundo virtual.

O professor da UnB Pedro Rezende afirmou que as pessoas “alegremente pagam para se tornar inquilinos de seus próprios softwares”. Ele descreveu esse comportamento como “síndrome de Estocolmo digital”, fenômeno no qual os prisioneiros tecnológicos se identificam com seus algozes. Rezende ainda lembrou o escritor inglês Aldous Huxley, que afirmava que o estado totalitário realmente eficiente é aquele no qual os escravos adoram a sua servidão.

Governo atento

O coordenador-geral de segurança de informação do Serpro, Ulysses Machado, considerou que a questão da privacidade e intimidade, muitas vezes, é relativizada pelo próprio usuário. De acordo com ele, o governo federal, apesar de lidar ainda com alguns problemas estruturais, não menospreza a segurança da informação. “Tanto é que já havia uma norma de uso de sistemas eletrônicos antes mesmo da Lei 12.735, também conhecida como Lei Carolina Dickman”, acrescentou Machado.

“A segurança das informações virtuais não é um problema de governo, mas de toda a sociedade”, concordou o comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, José Carlos dos Santos. Ele acrescentou que, pelo Programa Nacional de Segurança Cibernética, foi criado o primeiro antivírus brasileiro: defesa.br. A iniciativa já conta com a participação de 55 instituições, entre universidades e centros de pesquisa.

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