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Quais são as ondas tecnológicas do momento?

Cezar Taurion destaca Mobilidade, Cloud Computing, Social Business e Big Data
05/08/2013 19:45

Cezar Taurion, IBM Chief Evangelist, é um dos nomes confirmados no Consegi 2013. Ele apresenta a palestra "Big Data: transformando empresas, governo e sociedade com uso inteligente de informações" no segundo dia do evento, às 14h, no Salão Nobre Darcy Ribeiro.

Nesta entrevista, Cezar afirma que estamos presenciando quatro grandes ondas tecnológicas que, juntas, configuram um verdadeiro tsunami no universo da TI e na sociedade. Fazendo um paralelo entre Computação em Nuvem e Big Data, duas dessas ondas, ele avalia que o Brasil está um passo atrás nesse movimento, mas que talvez isso mude ao longo da década, com a dissipação de dúvidas e receios acerca dos riscos e possibilidades dessa novidades. Na sua opinião, a melhor maneira de enfrentar as mudanças é explorar o potencial que oferecem, criando um novo ambiente propício para a proliferação de produtos, serviços e negócios.

Como você avalia a evolução da computação em nuvem no Brasil? O crescimento dessa tecnologia no país é consistente? O mesmo pode-se dizer sobre Big Data?

Temos quatro ondas tecnológicas que já estão quebrando sobre nós: Mobilidade, Cloud Computing, Social Business e Big Data. Cada uma delas tem um alto poder de ruptura tecnológica e as quatro juntas são um verdadeiro tsunami. Na verdade, não podemos olhá-las de forma isolada. Seu poder de transformação tem impactos dramáticos no que conhecemos como TI, além de provocar massivas transformações em praticamente todas as indústrias. Diante deste cenário reagimos de duas formas: negamos ou tentamos minimizá-las; ou as exploramos para obter vantagens competitivas, criando novos produtos, serviços e negócios.

Na base desta mudança aparece a computação em nuvem. O cenário de cloud computing transforma as relações entre usuários e provedores de serviços e produtos de TI, sacudindo a indústria de TI como a conhecemos hoje; nos obriga a pensar TI de forma diferente. A conhecida analogia do copo meio cheio ou meio vazio demonstra esta nova maneira de pensar. Ao vermos um copo com água pela metade podemos dizer que está meio cheio ou meio vazio. É assim que pensamos na forma tradicional de adquirir e usar TI. O meio físico é o limite e podemos subutilizá-lo ou termos uma demanda além de sua capacidade. Em cloud a resposta é outra: o copo é que está no tamanho errado. Isso significa que podemos ter sempre um copo do tamanho certo das nossas demandas. Esta nova maneira de pensar tecnologia afeta de forma significativa a economia de TI. O Brasil, segundo estudos, ainda se mantém atrás de países desenvolvidos em políticas consideradas críticas para o futuro da computação em nuvem. Alguns setores como bancos e governo são ainda mais lentos quanto à adoção da computação na nuvem, mas ela é inevitável. Creio que ao longo desta década os receios e dúvidas serão minimizados e o nível de adoção vai aumentar substancialmente. Provavelmente, em torno de 2020, nem mais falaremos em cloud computing, mas apenas em computing. Big Data é uma das ondas, mas ainda um tsunami em alto mar, ou seja, pouco perceptível ainda, mas que virá com muita rapidez.

A computação em nuvem se relaciona de alguma maneira com o conceito de Big Data? Como?
Big Data significa 4V, que são: volume (só o Twitter gera 12 terabytes de dados por dia); variedade (dados de sistemas corporativos, mídias sociais, sensores, etc); velocidade (quanto mais rápido pudermos tratar e analisar a informação, mais decisões que afetam o negócio podem ser tomadas); e veracidade, que é atuar apenas com dados que realmente fazem sentido para cada análise e que estes dados sejam válidos. Ora, a computação em nuvem tem muito a ver com Big Data pois uma empresa não precisa criar imensos repositórios de dados, nem ter centenas de servidores para processar algoritmos sofisticados de análise, se usar a computação em nuvem para isso. Na prática, podemos dizer que cloud e Big Data representam a possibilidade de termos Big Data sem Big Servers.

Você vai fazer uma palestra sobre Big Data no Consegi. Poderia nos falar um pouco sobre o conteúdo que pretende abordar?
Big Data não é em absoluto um hype de mercado. É um tsunami ainda em alto mar, pouco visível, mas com poder de causar devastação imensa se for ignorado. A palestra vai abordar o impacto do Big Data nas empresas e governos e debater se as organizações estão preparadas para o que vem pela frente. Claro que ainda é um cenário imaturo e existem poucos exemplos de "melhores práticas", mas vamos abordar alguns exemplos de sucesso. É uma iniciativa inovadora para a maioria das empresas, com os riscos e, claro, as recompensas dos inovadores. Mas ficarmos parados esperando a onda chegar será perigoso, pois, provavelmente, até o fim da década, Big Data passará ser apenas "Just Data". Será o modelo natural de pensar análises de dados. Portanto, nossa apresentação será muito mais executiva que técnica, abordando principalmente estratégias de uso de Big Data, benefícios, riscos e demanda de novas expertises.

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