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Confira a entrevista de Marcos Mazoni para a revista LibreOffice

O diretor-presidente do Serpro falou sobre os seis anos do Consegi
28/03/2013 14:25
Confira a entrevista de Marcos Mazoni para a revista LibreOffice

Mazoni fala sobre o Consegi 2013

Uma das presenças confirmadas na sexta edição do Consegi é a de Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro, que é a empresa realizadora do evento.

Na entrevista abaixo, concedida à LibreOffice Magazine, Mazoni faz uma retrospectiva do Consegi e adianta algumas das novidades, que estão sendo preparadas para 2013.

LibreOffice O Consegi, somando suas cinco edições, tem promovido o debate de temas da política e gestão de tecnologias em Software Livre, e também a troca de experiências e informações entre governo e sociedade. Quais os resultados efetivos alcançados?

Marcos Mazoni Já em 2008, o Consegi foi o palco de lançamento do Protocolo Brasília, cujo intuito era criar uma rede de colaboração para adoção do padrão aberto de documentos eletrônicos, o ODF, e consolidar sua tendência no mercado. Dentre os signatários do documento, fortalecido na edição 2009 do Consegi, estão: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Serpro, Ministério das Relações Exteriores, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Os Correios, Dataprev, Itaipu, dentre outros.

Nos anos seguintes, o tema software livre foi ainda mais aprofundado, estimulando a migração de bases de dados e uso de ferramentas abertas de desenvolvimento de códigos. A suíte de Comunicação Expresso e o Framework de Desenvolvimento Demoiselle tiveram sua utilização no governo federal ampliada.

LibreOffice Houve a expectativa que a partir do ano de 2010, todos os softwares desenvolvidos para o governo federal seguissem a plataforma Demoiselle - desenvolvida em Software Livre, que padroniza processos e códigos de sistema, garantindo interoperabilidade e facilidade de manutenção. Isso já é realidade?

Marcos Mazoni O Demoiselle foi o framework utilizado no desenvolvimento de sistemas relevantes da Secretaria do Tesouro Nacional, entre eles, os novos módulos de importação e exportação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). Soluções voltadas para a Receita Federal do Brasil também utilizaram o Demoiselle, como o Programa Gerador de Solicitação de Juntada (PGS), que permite ao contribuinte protocolar, pela internet, documentos necessários ao andamento de um processo administrativo.

Além disso, as empresas estatais de tecnologia de Pernambuco (ATI) e do Pará (Prodepa) também são integrantes da comunidade e usuárias do Framework. O TRE-PA usou o Demoiselle na elaboração do sistema de visualização de dados do plebiscito da divisão do Pará. O lançamento do framework no Portal do Software Público também ocorreu no Consegi, na edição de 2011.

LibreOffice Quais resultados foram obtidos após as discussões sobre computação em nuvem e a evolução dos serviços de governo eletrônico no Consegi em 2010?

Marcos Mazoni Com os debates sobre computação em nuvem, o Consegi foi o ponto de partida para formação de um projeto envolvendo o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), vinculado ao MCT, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Dataprev, com o estudo da construção de uma arquitetura para a nuvem do Governo Federal.

O Ministério de Ciência e Tecnologia, em 2011, também incluiu no 2º Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI) mecanismos para estimular a criação de protótipos de redes de computação em nuvem que atendam as universidades e institutos de pesquisa. O intuito era fazer pesquisas ao mesmo tempo em que são feitas as capacitações de profissionais que ajudarão com esse sistema.

O Serpro também evoluiu seus estudos, adotando a ferramenta livre Open Stack como orquestrador da sua estrutura de nuvem própria, que deve ser lançada no segundo semestre de 2013.

LibreOffice Houve ganhos significativos, em razão dos debates ocorridos sobre o tema Governo Eletrônico com os vários países presentes nas edições do Consegi? Serviu como vitrine para outros países do continente?

Marcos Mazoni Os encontros e painéis promovidos pelo Consegi já colaboraram na ampliação do diálogo e na troca de experiências com ferramentas livres entre países de diversos continentes. Em 2011, o diretor-geral da ODF Alliance Latin América, Jomar Silva, participou de uma mesa que relatou experiências bem sucedidas de adoção da plataforma aberta em Cuba, Paraguai, Equador e Brasil.

As experiências com o país focal de 2011, a Espanha, também foram fundamentais para o amadurecimento da questão dos Dados Abertos no Brasil, apoiando a consolidação de portais como o Dados.gov.br.

Em 2012, o país homenageado, Uruguai, trouxe a experiência do plano Ceibal, fundamentado na entrega de um laptop com acesso à internet para cada aluno e professor da rede pública de ensino. No Brasil, está em andamento ação semelhante, denominada Programa Um Computador por Aluno (Prouca).

O Consegi, assim, tem sido um espaço de compartilhamento de soluções e de políticas públicas de TI, promovendo o conhecimento de casos de sucesso de diferentes países para apoiar a implementação ou evolução de propostas semelhantes em outros. Além disso, o Consegi continua estimulando a adoção de tecnologias abertas, com a diversificada apresentação de iniciativas bem sucedidas em todo o mundo.

LibreOffice O que é esperado para o evento desse ano, qual o tema central?

Marcos Mazoni O tema deste ano é Portabilidade, Colaboração e Integração. Estes assuntos trazem o que há de mais importante na realização do Congresso, cujo principal objetivo é o da promoção do debates sobre políticas de Software Livre e gestão de tecnologias para o desenvolvimento de sistemas, permeados pelos conceitos de promoção da cidadania, interoperabilidade de sistemas de governo e compartilhamento do conhecimento.

Desde 2012, o Consegi trouxe a preocupação da ampliação dos serviços de governo eletrônico para os usuários de dispositivos móveis, grupo de pessoas crescente no país e no mundo. A questão da portabilidade discute justamente a necessidade das aplicações de governo voltadas ao cidadão poderem ser facilmente utilizadas em diferentes plataformas: computadores, notebooks, tablets e smarthphones.

A expectativa é que os governos, nas três diferentes esferas, o meio acadêmico e a sociedade civil possam mapear as demandas sociais; debater, apresentar e melhorar as políticas e serviços públicos que envolvam tecnologia, além de ampliar as formas de participação dos cidadãos no acompanhamento das decisões da gestão pública. Tudo isso, com a promoção do uso do software livre, um recurso estratégico para geração de conhecimento e de economia para os cofres públicos.

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