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Pedro Rezende lembra Aaron Swartz, o primeiro mártir da ciberguerra

Foi contada no evento, a história do programador que se matou esse ano, após ser condenado pela lei americana de crimes cibernéticos
13/08/2013 16:40
Pedro Rezende lembra Aaron Swartz, o primeiro mártir da ciberguerra

Pedro Rezende, da UnB, lembrou Aaron Swartz, morto em janeiro de 2013

“Esse herói martirizado pelo seu enfrentamento contra forças avassaladoras de um farisaísmo cibernético, cada vez mais dominante, enquadra momento propício para refletirmos sobre a encruzilhada na História que estamos todos vivendo, nesses nossos tempos”. Esta afirmação do professor Pedro Rezende, da Universidade de Brasília (UnB), foi retirada do artigo sobre o programador americano Aaron Swartz, que se suicidou em janeiro deste ano para não ser condenado por supostos crimes cibernéticos. 

Matemático e professor no Departamento de Ciência da Computação da UnB, Rezende destacou a figura do programador na palestra “O primeiro mártir da ciberguerra”, na tarde de hoje, 13 de agosto, no Consegi.

O que é a ciberguerra?

O professor explicou que o termo ciberguerra é considerado por muitos como chavão para vender produtos de segurança da informação. Em sua opinião, ciberguerra é uma forma de contrarrevolução digital. “A evolução da computação como ciência teve início em 1990, quando a internet passou a ser um instrumento imprescindível para a maioria das pessoas. Em 2000, o fenômeno das redes sociais originou a cibercultura. No ano de 2010, surge a nomenclatura polêmica – ciberguerra, que dá início ao teatro: liberdade ao conhecimento versus liberdade ao capital”, pontuou Rezende.

Em sua opinião, a melhor definição para ciberguerra surgiu em 2011: é a guerra estratégica da era da informação, em que nenhuma nação ou força armada pode ficar passiva e deixar de se preparar para lutar a guerra da internet.

Gente poderosa quer reprimir a internet

Pedro Rezende relembra que Aaron se dedicou quase integralmente a despertar consciências cidadãs e humanistas para o extremo perigo de certas conexões entre sorrateiros e soberbos interesses, viabilizados pela mediação cibernética. “Essa postura despertou a ira dos 'atores' mais bem posicionados nessa guerra, que defendem uma forma de escassez artificial. Essa batalha acontece no plano normativo, táticas que envolvem a radicalização das leis", enfatizou o acadêmico.

Segundo Rezende, hoje existe a configuração de uma álgebra de interesses em que a convergência de estratégias detonam a capacidade de raciocínio e a percepção clara das pessoas, que acabam num front psicológico – numa arquitetura de opressão. Em outras palavras, "todos os poderosos mandantes da política e seus exércitos de executivos controlam uma população de escravizados, que não precisam ser coagidos, porque eles adoram sua servidão".

Voltando ao mártir dessa guerra, o professor destacou um parágrafo escrito por Aaron, em maio de 2012: “Inimigos da liberdade na era digital não desaparecem. Há um monte de gente poderosa que quer reprimir e dominar a internet. Outros nomes surgirão na defesa dessa liberdade”.

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